Soneto da transfiguração
Assim minh'alma aqui se queda seca
desfez-se em bruma todo meu passado
e no sorriso aberto está fechado
o cofre de uma solidão secreta
Em minha mente, um vasto e vil deserto
com cem fantasmas de sucesso e sexo
da minha pele o frio se faz reflexo
dum sentimento que não chega ao corpo
Então faço sentir a morte ao corpo
pra ver se se preenche em outro mundo
essa ausência de riso e de pranto
Se já não posso substituir mais nada
hei de buscar o silêncio profundo
de minha alma em sua madrugada
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário