segunda-feira, novembro 29, 2010

Soneto da transfiguração


Assim minh'alma aqui se queda seca
desfez-se em bruma todo meu passado
e no sorriso aberto está fechado
o cofre de uma solidão secreta

Em minha mente, um vasto e vil deserto
com cem fantasmas de sucesso e sexo
da minha pele o frio se faz reflexo
dum sentimento que não chega ao corpo

Então faço sentir a morte ao corpo
pra ver se se preenche em outro mundo
essa ausência de riso e de pranto

Se já não posso substituir mais nada
hei de buscar o silêncio profundo
de minha alma em sua madrugada

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