segunda-feira, julho 07, 2008

havia danças, para não sentir o sangue
havia gritos, para não ouvir a dor
para não ouvir as vozes que chamavam
que me mandavam para o abismo
essas noites de desespero já parecem tão distantes;
noites em que mesmo as palavras
geralmente amigáveis a mim
agiam como coelhos ariscos, fugidios
mas enquanto isso a dor ainda está lá
uma dor que vem do útero e se espalha pelo peito pelos braços pelas mãos até que
se dissolve no ar
colorindo as paredes e os móveis
fazendo soar cada nota

a raiva que não tem ação, vira cor.




assim declaro reinaugurada essa pocilga !

Um comentário:

Anônimo disse...

Que tal enchermos a cara e compormos a partes instrumental para formar uma música?
Ok, eu não vou encher a cara porque já não posso mais ficar de ressaca em casa, daqui um pouco quem vai ser internado em Sta Cruz sou eu.