domingo, dezembro 18, 2005

porcos

ah se eu pudesse, abertamente
rir da porcaria que corre pela tua boca
da lavagem e da imundície que escoa pelos cantos dos teus lábios, marcando teu queixo, manchando tua roupa e sujando as paredes e o chão à tua volta;
o vômito fétido e escuro que tua língua derrama...
nada menos do que: contradição
pedacinhos de angústias mal-mastigadas se acumulam nos bicos dos teus sapatos, já cobertos, bem como a barra das calças, com o esgoto que te escorrega da língua.
dejeto verbal que não acaba.

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